Barroso tem a porta mais aberta para se manter na alta esfera da política europeia

José Manuel Durão Barroso, actual presidente da Comissão Europeia, deverá continuar a residir em Bruxelas nos próximos anos. O seu futuro na alta esfera da política europeia parece estar cada vez mais assegurado, sobretudo depois do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, ter vetado o nome de Tony Blair para o recém criado cargo de Presidente da União Europeia.
Sem o apoio de Paris, Blair está praticamente arredado de uma disputa por aquele cargo, até porque a chanceler alemã, Angela Merkel, também não vê com bons olhos a nomeação do antigo primeiro-ministro britânico. No entanto, isto não significa que Barroso tenha a porta aberta para a presidência da UE, porque é possível que seja convidado a manter-se à frente do colégio de comissários.
Caso se verifique este cenário, o cargo de Presidente da UE poderá ser entregue ao primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Junker, ou até mesmo ao chefe do Governo dinarmarquês, Anders Rasmussen.
Para já, são estes os nomes que estão em cima da mesa, mas uma coisa é certa: o simples facto de Barroso poder vir a manter (no caso da presidência da Comissão) ou a ocupar um dos dois mais importantes cargos internacionais é, por si só, um reconhecimento por parte dos parceiros europeus do trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos. AG
